quarta-feira, 31 de março de 2010

Dar não é Fazer Amor


Segue um texto muito bacana de uns dos meus escritores prediletos, Luiz Fernando Verissimo... Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...
Te chama de nomes que eu não escreveria...
Não te vira com delicadeza...
Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar....
Sem querer apresentar pra mãe...
Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral...
Te amolece o gingado...
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem
esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.

Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar
o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
"Que que cê acha amor?".
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho...
É não ter alguém para ouvir seus dengos...
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.

Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar

Se você algum dia teve alguém com quem compartilhou tudo isso , e lhe deu mais

até que isso... Parabéns.. Você DEU! E experimentou ser amado de verdade!


Com carinho...

sexta-feira, 19 de março de 2010

EXIGÊNCIAS DA VIDA MODERNA


Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
E uma banana pelo potássio.
E também uma laranja pela vitamina C. Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água. E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.

Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão). Cada dia uma Aspirina, previne infarto. Uma taça de vinho tinto também. Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso. Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem. O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.

Todos os dias deve-se comer fibra. Muita, muitíssima fibra. Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente. E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada. Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia...

E não esqueça de escovar os dentes depois de comer. Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax. Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.

Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito. As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia. Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).
E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando.
Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.

Ah! E o sexo! Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina. Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução. Isso leva tempo - e nem estou falando de sexo tântrico.

Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação. Na minha conta são 29 horas por dia.
A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo! Por exemplo, tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes. Chame os amigos junto com os seus pais. Beba o vinho, coma a maçã e a banana junto com a sua mulher... na sua cama.

Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro.
E já que vou, levo um jornal... Tchau!
Viva a vida com bom humor!!!

domingo, 14 de março de 2010

Como Encontrar a Pessoa Certa ?


Temer o amor é temer a vida e os que temem a vida já estão meio mortos.
(Bertrand Russell)

Se você entrou neste blog e pensou que encontraria os “10 passos para encontrar o amor da sua vida”, ou “que em 3 dias este amor apareceria”, ou tipo uma fórmula do amor (A+B= amor). Peço:
Pare por aqui, o amor não improvisa e nem é macarrão instantâneo que em 3 minutos está pronto para ser devorado.
Amor é aventura, amor é desafio, amor é para corajosos!


Pense comigo:
No mundo existem aproximadamente 7 bilhões de pessoas uma delas é a pessoa que Deus pensou pra você, esta pessoa está dentro de uma área de 510,3 milhões de Km² em algum dos 5 continentes, trabalhando ou estudando ou até dormindo em algum dos 195 países. E você tem a simples tarefa de: “Encontrá-la”.
Parece até algum daqueles filmes tipo: Indiana Jones e os caçadores da Arca Perdida ou Indiana Jones e a Última Cruzada, não é?

Sim, estamos sempre à procura, porém o que quero deixar para você é algo: “Não se perca na busca”.
Acredito que antes de encontrar a pessoa certa é preciso se tornar a pessoa certa. Torne-se o homem (mulher) que Deus lhe chama a ser. Se descubra como alguém que sabe que preenchimento e plenitude só se encontram em Deus. Não espere que outra pessoa lhe complete. Deixe que Deus faça isso.

Tem muita gente mais ou menos por ai. Não que elas sejam mais ou menos, mas se comportam como tal. Tem gente que pensa assim: “Já que a mulher de minha vida é minha cara-metade, serei metade até que a encontre e quando a encontrar, todos os meus problemas estarão resolvidos”. Gente “mais ou menos”. Te falo, quanto este cara encontrar a garota, não será o começo de um relacionamento, mas sim um início de uma dependência e prisão de carências. Ninguém merece ter nas costas o peso de ser “a solução de problemas” não é?

O que é ser a “pessoa certa”?

“Certa” não é perfeita. “Certa” no sentido de ser gente, ser pessoa humana. Se ama, se acredita e melhor ainda se percebe amada pelo Amor - com letra maiúscula mesmo.
Se você começou a ler este texto e queria saber se a pessoa que hoje você namora é a “certa” para você, a primeira pergunta precisa ser respondida:

Sou a pessoa certa?
Uma vez respondida esta pergunta podemos ir para a segunda?

Esta pessoa é a certa para mim?
Agora pedirei ajuda aos evangelhos, bom na verdade às cartas de Paulo.

“(O amor) Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. (I Cor 13,7)

Sabe aquelas experiências de Química que você precisa submeter determinado experimento a algumas condições, como temperatura, pressão e tal… Faça isso agora com o “amor” que você tem ao seu lado. As condições foram dadas por Paulo:
Se é amor tudo des – culpar. Reconhecer a culpa quanto ela é real, mas tirá-la, pois se ama, e quem ama perdoa.
Se é amor tudo “crê”. Tipo não dá para levar um namoro quando se há desconfiança. É só desgaste.
Se é amor tudo “espera”. Nem preciso falar que o verdadeiro amor espera. Então castidade é o parâmetro para um namoro bacana.
Se é amor tudo “suporta”. Namorar é fazer bem. Lugar de viver e também de morrer. Nunca de matar!
Se ao submeter seu “amor” à prova destas condições e ele “agüentar”, posso te garantir você tem ao seu lado um grande amor.

Não tenha medo de fazer isso, porque somente quando o amor é colocado à prova é que se pode ver seu verdadeiro valor. (João Paulo II)
E se a dúvida ainda bate à porta, e você ainda duvida se está com a pessoa certa, o Papa João Paulo II responde a esta dúvida assim “quanto maior o sentimento de responsabilidade pela pessoa amada, mais verdadeiro é o amor”.
Como eu disse no começo do texto, para amar não existe receita pronta e sim indícios de um bom caminho a trilhar, tá a fim?

terça-feira, 9 de março de 2010

Amores são.. Sexo Será?!


Outro dia escrevi um artigo sobre o amor. Depois, escrevi outro sobre sexo. Os dois artigos mexeram com a cabeça de pessoas que lêem meus textos e perguntam: "Mas... afinal, o que é o amor?" E esperam, de olho muito aberto, uma resposta "profunda". Sei apenas que há um amor mais comum, do dia-a-dia, que é nosso velho conhecido, um amor datado, um amor que muda com as décadas, o amor prático que rege o "eu te amo" ou "não te amo". Eu, branca, classe média, brasileira, já vi esse amor mudar muito.

Nos anos 60/70, o amor era um desejo romântico, um sonho político, contra o sistema, amor da liberdade, a busca de um "desregramento dos sentidos".

Depois, nos anos 80/90 foi ficando um amor de consumo, um amor de mercado, uma progressiva apropriação indébita do "outro". O ritmo do tempo acelerou o amor, o dinheiro contabilizou o amor, matando seu mistério impalpável. Hoje, temos controle, sabemos por que "amamos", temos medo de nos perder no amor e fracassar na produção. A cultura americana está criando um "desencantamento" insuportável na vida social. O amor é a recusma desse desencanto. O amor quer o encantamento que os bichos têm, naturalmente. Por isso, permitam-me hoje ser uma falsa "profunda" e falar de outro amor, mais metafísico, mais seminal, que transcende as décadas, as modas. Esse amor é como uma demanda da natureza ou, melhor, do nosso exílio da natureza. É um amor quase como um órgão físico que foi perdido.

Como escreveu o Ferreira Gullar outro dia, num genial poema publicado sobre a cor azul, que explica indiretamente o que tento falar: o amor é algo "feito um lampejo que surgiu no mundo/ essa cor/ essa mancha/ que a mim chegou/ de detrás de dezenas de milhares de manhãs/ e noites estreladas/ como um puído aceno humano/ mancha azul que carrego comigo como carrego meus cabelos ou uma lesão oculta onde ninguém sabe". Pois, é, esse amor existe dentro de nós como uma fome quase que "celular". Não nasce nem morre das "condições históricas"; é um amor que está entranhado no DNA, no fundo da matéria. É uma pulsão inevitável, quase uma "lesão oculta" dos seres expulsos da natureza.

Nós somos o único bicho "de fora", estrangeiro. Os bichos têm esse amor, mas nem sabem. (Estou sendo "filosófica", mas... tudo bem... não perguntaram?) Esse amor bate em nós como os frêmitos primordiais das células do corpo e como as fusões nucleares das galáxias; esse amor cria em nós a sensação do Ser, que só é perceptível nos breves instantes em que entramos em compasso com o universo. Nosso amor é uma reprodução ampliada da cópula entre o espermatozóide e óvulo se interpenetrando. Por obra do amor, saímos do ventre e queremos voltar, queremos uma "reintegração de posse" de nossa origem celular, indo até a dança primitiva das moléculas. Somos grandes células que querem se re-unir, separados pelo sexo, que as dividiu. ("Sexo" vem de "secare" em latim: separar, cortar.) O amor cria momentos em que temos a sensação de que a "máquina do mundo" ou a máquina da vida se explica, em que tudo parece parar num arrepio, como uma lembrança remota. Como disse Artaud, o louco, sobre a arte (ou o amor) : "A arte não é a imitação da vida. A vida é que é a imitação de algo transcendental com que a arte nos põe em contato." E a arte não é a linguagem do amor? E não falo aqui dos grandes momentos de paixão, dos grandes orgasmos, dos grande beijos - eles podem ser enganosos. Falo de brevíssimos instantes de felicidade sem motivo, de um mistério que subitamente parece revelado.
Como disse alguém: a poesia é um desejo de retorno a uma língua primitiva. O amor também. Melhor dizendo: o amor é essa tentativa de atingir o impossível, se bem que o "impossível" é indesejado hoje em dia; só queremos o controlado, o lógico. O amor anda transgênico, geneticamente modificado, fast love.

Li em uma crônica "o amor vive da incompletude e esse vazio justifica a poesia da entrega. Ser impossível é sua grande beleza. Claro que o amor é também feito de egoísmos, de narcisismos mas, ainda assim, ele busca uma grandeza - mesmo no crime de amor há um terrível sonho de plenitude. Amar exige coragem e hoje somos todos covardes". Mas, o fundo e inexplicável amor acontece quando você "cessa", por brevíssimos instantes.

A possessividade cessa e, por segundos, ela fica compassiva. Deixamos o amado ser o que é e o outro é contemplado em sua total solidão. Vemos um gesto frágil, um cabelo molhado, um rosto dormindo, e isso desperta em nós uma espécie de "compaixão" pelo nosso desamparo e nós mostra a fragilidade diante a solidão.

Esperamos do amor essa sensação de eternidade. Queremos nos enganar e achar que haverá juventude para sempre, queremos que haja sentido para a vida, que o mistério da "falha" humana se revele, queremos esquecer, melhor, queremos "não-saber" que vamos morrer, como só os animais não sabem. O amor é uma ilusão sem a qual não podemos viver. Como os relâmpagos, o amor nos liga entre a Terra e o céu.

Mas, a plenitude do amor não nos faz virar "anjos", não.

O amor não é da ordem do céu, do espírito. O amor é uma demanda da terra, é o profundo desejo de vivermos sem linguagem, sem fala, como os animais em sua paz absoluta. Queremos atingir esse "absoluto", que está na calma felicidade dos animais. Ou quem sabe voltar atrás, fazer diferente, ou ate continuar como os animais, tentando fazer tudo novo. Renascendo... Aprendendo a viver só.

terça-feira, 2 de março de 2010

A batalha


Como toda pessoa normal, temos um ciclo de vida diário, “ rotativo repetitivo”, traduzindo isso para os bons entendedores, e quando levantamos, bêbados de sono, como se somente a alma se desprendesse de nossas camas, e nossa matéria bruta permanecesse ali de teimosa e preguiçosa que é. Com todo animo que há em nos, ou melhor descrever assim, do que simplesmente podermos mencionar o caso de ser a responsabilidade aliado a necessidade, tomamos banho e por muitas vezes pegamos a primeira roupa no armário e nos perguntamos porque é tão “ complexo” este ciclo virtuoso, se já sabemos sempre o que acontece no quinto dia útil de todo mês : Sobra dia do mês e falta dinheiro na mão...Saímos para a batalha então! Ela á tanto pra quem tem a difícil tarefa de pegar seu veiculo e atravessar seu trajeto, até mesmo, os pobres mortais, que utilizam o transporte coletivo. Então vamos colocar como se fosse cara e coroa, ou dois pesos e duas medidas, coloquem assim como quiser, mas o fato é que de alguma forma eu tenho que chegar lá. Hoje pela manhã, saindo de casa, habitualmente, como faço todos os dias, comecei a observar o comportamento das pessoas logo cedo. Ao saírem de casa. No ponto do coletivo, havia algumas pessoas, dentre elas, eu que acabara de chegar para compor a cúpula dos que defendem a emissão excessiva do dióxido de carbono, pra não assumir que sou uma pessoa desprovida de veiculo de passeio...Popularmente conhecido como “ apé”. Ali no ambiente familiar, você as vezes se da conta que no mesmo bate horário e no mesmo bate local, há sempre as mesmas pessoas, e até mesmo umas figurinhas novas, com a roupa meio amarrotada, com a cara meio inchada, e você logo associa que fulano, certamente apertou o maldito botaonzinho soneca do celular, que deve matar metade da população de vergonha diariamente ao chegar na empresa. Derrepente você, ali, parado, olha sentido da rua onde o coletivo vêm, e nada...Enquanto isso, sempre se da um jeito de fazer algo, as mulheres mechem na bolsa, no celular, fazem a maquiagem de pé ali mesmo, com um mero espelinho, outros tomam café ali mesmo de pé, por que no meio da correria, a primeira porta aberta que tem pão e sempre bem vindo. Mas, sempre, mas sempre tem sempre aquela pessoa que não tem espelho... Sabe a pessoa que parece que escolheu a roupa do guarda roupa da avô, aliado ao da irmã caçula?Estas figuras, são as mais freqüentes quando se mora em bairros tradicionais.Mas se fosse só essa alegoria que estivesse diante de você, seria um dia perfeito! Quando você entra dentro do ônibus, já se assusta, e se pergunta como tanta gente pode ter tido a mesma idéia brilhante e infalível, de pegar o mesmo coletivo e na mesmíssima hora que você! Acho que nem a mãe Dinah, explicaria tamanha telepatia. E você como não pode quebrar a tal corrente, nem é pelo azar, mas é pela simples e certa razão de que vai se atrasar. Ali diante da figura simpática do cobrador, ou trocador, não sei bem a profissão, mas prefiro o cobrador, porque trocador fica parecido que o fulano ta sentado ali trocando tudo que vê. Tais que inicia um conhecimento delicadíssimo que desconhecíamos: o talento de nos equilibrarmos com uma única mão no meio de um coletivo lotado, em meio a nossos pertences. Fora a força do bíceps desconhecida até em tão, quando a descobrimos em meio a uma curva , ou até mesmo a freadas bruscas, oferecidas como diversão matinal... Todos adoram isso, a mãe do motorista então, nem precisa comentar, sempre é lembrada a distinta senhora. Depois de alguns tantos minutos, ali de pé, se equilibrando, buscando espertamente uma brecha pra se acomodar, dando bolsadas na cabeça das pessoas, suportando um monte de gente se esfregando em você, com tamanha delicadeza, que acabamos por nos sentir uma esponja lavando um prato.Eis o movimento mais esperado: Ergue o braço (não pedindo pinico, mas ,com aflição mesmo)! Chega o bendito ponto! Descemos afoitos e por fazemos o trajeto caminhando para sorte de muitos, ou por azar de outros, é apenas era apenas a entrada para chegar até prato principal.Aliado a essa caminhada sempre esta a tecnologia, que nos faz compania. Colocamos o fone no ouvido e nos sentimos protegidos e desinibidos para chegar até o campo de guerrilha. Você se vê ali logo cedo diante de tamanha animação logo se lembra de tudo o que quer esquecer... As contas, o aluguel, de um amor, de algo que deixou de fazer e que deveria estar logo cedo na mesa do seu chefe, aquele tal relatório importantíssimo para a reunião logo no primeiro horário,e você por descuido, por ser um profissional exemplar, se dedicou horas do seu dia discutindo com seus amigos assuntos construtivos sobre a vida alheia no “ MSN” e como todo bom economista, cuidou de perto da sua fazenda no “ORKUT” enviando recados construtivos demonstrando como você nunca se esquece das pessoas que certamente vão te ajudar a resolver todos os problemas que estão te esperando logo quando seu chefe lhe der bom dia e por ser seu camarada, e nunca deixar que você se esqueça das coisas logo lhe dará fatalmente a noticia.Ai começa toda a aflição.... Táticas infalíveis : O evite ! Se ao menos foi iniciado , você terá tempo para concluí-lo, e caso ele te aborde, diga que está corrigindo a formatação, os erros e até mesmo se todos os gráficos estão corretos.Disperte o Artista que há em você! Caso o evitando não funcione, ou até mesmo você precise de um bom tempo para coletar dados, e realizar o trabalho mesmo que seja meia boca, simule o seqüestro relâmpago do documento salvo, faça cara de preocupado, e fale em voz alta,encha os pulmões e diga: “ Ué?! Sumiu! Eu salvei, estava aqui!” , isso na maioria das vezes, com aquela cara de cachorro de mudança pode fazer com que , se seu superior, for uma boa alma, e leigo, até te auxilie para ambos saírem salvos e inteiros de tal situação. Bom, se dentre todos estes recursos não forem bem aceitos, o que você pode fazer e ter uma idéia de gênio, rápida e que te fará dispista-lo até a hora do compromisso. Como uma idéia vinda dos deuses, desliga-se a tomada do estabilizador, mesmo porque o estabilizador, tem que permanecer ligado para parecer ser um defeito da maquina. Bom, ai como vai explicar, que repentinamente após a reunião o mesmo voltou a funcionar? Você pode incluir o endereço do mesmo deus que te deu a brilhante idéia, no seu MSN e Orkut e pedir a ele uma nova para ser bem convincente de tamanho milagre.Bem passado toda a ansiedade e adrenalina retoma-se a rotina normal.No final do dia , temos as mesmas reações de sempre.Somos reconhecidos pela nossa digital, caminhamos ao sentido oposto que nos trouxeram. Daí a única certeza, que a única surpresa da volta para casa, será se o coletivo não vier abarrotado, passar logo quando chegarmos ao ponto... Chegamos! A aventura não foi tão diferente quanto a de ir, nem será incomum da de amanhã... Em fim vida! Tomamos o personagem informal, e organizamos a nossa vida... E nós preparamos para o amanhã. Daí faltam poucos dias para o final de semana, e lá sim é onde verdadeiramente a vida acontece, e lá que tudo se transforma, colhemos historia para contarmos na segunda para os colegas de trabalho na hora do café, darmos risadas e repentinas pausas durante o expediente para fazer comentários, que serão com certeza de extrema utilidade para seu bom desenvolvimento.Eis que assim vem a brilhante idéia de dar uma paradinha, já que ninguém e de ferro e atualizar seus mecanismos de comunicação... “ Morcegar “ é arte! A poucos que dispõe de tal talento e destreza, com tamanha competência e originalidade.... Afinal todos são guerreiros que de uma forma ou outra utilizam de suas armas para se protegerem e permanecerem vitais neste campo de batalha.