quarta-feira, 20 de junho de 2012

Hoje....

Não sei se a vida é curta ou longa para nós,ou para mim, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar.

"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina." - Cora Coralina

domingo, 17 de junho de 2012

domingo, 10 de junho de 2012

Cronometramente monocromaticada























"Aceitar-me plenamente? É uma violentação de minha vida.
Cada mudança, cada projeto novo causa espanto:meu coração está espantado. É por isso que toda minha palavra tem um coração onde circula sangue" 



" A única verdade é que vivo.
Sinceramente, eu vivo.
Quem sou?
Bem, isso já é Demais.
Além Disso, com todo perdão da palavra,
sou um mistério para mim mesma."


"...Exagerada toda a vida: minhas paixões são ardentes, minhas dores de cotovelo, de querer morrer. Louca do tipo desvairada. Briguenta de "tô de mal pra sempre". Durmo treze horas seguidas. Meus amigos são semi-irmãos, meus amores são sempre eternos e meus dramas, mexicanos."
 "...Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração! Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
-E daí? eu adoro voar!"
[Clarice Lispector]




 

 

Finalizando novos ciclos...


Sabe o dia que você sabe quem tem que tomar uma decisão na sua vida, e acorda desejando ser a pessoa mais forte do mundo... Pois é... Estamos chegando a um ponto que me trouxe aqui! Ouvi de uma amiga que deveria voltar a escrever sobre meus sentimentos... Mas sinceramente, não me conheço mais... Parece que não me sirvo. Cresci tanto, que parece que a “casca” já não suporta mais o conteúdo sabe como é? É como se tudo fosse menor, e insignificante. Como se você não soubesse mais nada sobre seus sentimentos... um mix de ideias, fraguementadas em um mix de desejos... Mas me pergunto: O que é a mudança??? Porque temos mesmo que mudar??? Mudar o cabelo e tão fácil... Mudar de canal na TV, mudar de ideia... De opinião então... Nossa! Acho que é o mais fácil dos fáceis isso. Basta que te provem que você esta equivocado. Mas quando falamos em mudar de amor, apagar uma historia como isso dói... Como isso incomoda... Como isso da uma sensação de inutilidade, de força, de dependência... e o medo? Medo de sofrer... Medo de não conseguir... Medo de ate respirar e de caminhar sem aquela pessoa. Como diria Fernando Pessoa: “Existia o tempo que não podíamos viver sem aquilo, ou sem aquela pessoa... Sacuda a poeira e deixe de ser quem você era, e passe a ser quem você é!” Ta ai? E quando a pessoa não se conhece? Não sabe dos seus limites, do seu potencial?? Eeeeeeeeeee... COMECEMOS ai meus conflitos... eu derrepente acordei e quis mudar... Não só o cabelo, as roupas, de canal... mas quis dar cor a minha vida. Não ficar presa a agorofobia, e minhas incessantes crises de pânico, mau compreendidas por quem esta do meu lado... mas quis mudar de amor... Não que eu não goste mais, mas quero algo maior que eu sinto, algo que não me faça pensar em mudar, que não me de fome, não me de desejo. Poderia pegar uma pedra enorme agora e arremeçar sobre uma vidraça e gritar que estou cansada, e que a culpa e toda da pessoa. Mas sinceramente... Não é!!! A culpa é minha!! Minha por ter me anulado, por ter segurado muito tempo.. Hora por capricho, hora com dinheiro, achando que minha infelicidade poderia ser compreendida se fosse ao shopping e comprasse o presente melhor e mais lindo para dizer “ me desculpa”. E na maioria das vezes não era eu quem estava errada, não ... eu deveria ter terminado isso antes... mas o medo sempre maior, sempre me dizendo que eu não poderia ficar sozinha... ai vêm a cede do novo... Eu acordo, sabendo que vai doer, que vai ser difícil.. não por existir amor.. por ser alguém insubstituível.. Mas é porque é uma mudança.. e ela dói!! Eu apenas teria que fazer a coisa certa... so isso! Doeu, doeu, doeu... mas fiz... mudei! Não mudei de sapato ou de blusa. Decidi mudar minha vida, fazer de fato o que eu deveria fazer... Cuidar de mim, dos meus sentimentos. A vida e uma so, e tudo isso so me diz que se eu parar, vou continuar vivendo no automático.. agradando todo mundo, sendo perfeitinha, sendo corretinha demais... e terminado frustrada, pois não vou ter vivido o que me é permitido e normal de se viver na minha idade.

Temos que ser fieis aos nossos sentimentos, e não as pessoas, temos que ser verdadeiros com nos mesmos e não com os outros. Temos que querer o que há de melhor para nos e não para os outros... Tudo na vida passa! Tudo muda! Tudo se transforma... e acredite, você acompanha essas transformações. Seus sentimentos também a acompanham. Seu corpo e suas ideias mudam e se transformam a todo instante. Você nunca é ao mesmo quando acorda. Então viva!

Eu estou vivendo... sozinha... livre, mas feliz. mesmo sentindo dor, mesmo sofrendo. Aliviada em ter feito a coisa certa!
"Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter... calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e as minhas alegrias. Percorra os anos que eu percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz. E então, só aí poderás julgar. Cada um tem a sua própria história. Não compare a sua vida com a dos outros. Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida..." - Clarisse Lispector