Dizem que perto dos "30" as mulheres ficam com mais 'preguiça de tudo que não é INCRÍVEL'. Não sei mais desperdiçar carinhos. Não é qualquer mensagenzinha no celular que acelera meu coração. E entre...meu sofá e um gostosão sem cérebro... deito e durmo tranquilamente. (...) E admito, um amor cairia muito bem! Mas amor de verdade, sabe? Daqueles que transmitem paz só de olhar. Alguém que me aceite com todo o meu histórico de amores mal sucedidos, e minhas teorias malucas sobre o verbo amar. Alguém de quem eu não precise mais do que a minha própria vida, mas que precise de mim pra vida inteira. Alguém só meu. E que não sinta necessidade de ser de mais ninguém. Não quero O CARA , quero o homem de coração bem resolvido. Não quero homem perfeito. Só quero o MEU cara. (...) Porque a felicidade que eu tanto procurava nos outros, EU ENCONTREI DENTRO DE MIM.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Cautela!
Muito se fala, pouco se conhece. A arte milenar da cautela está presente em nossas vidas desde o princípio da humanidade, mas poucos são aqueles que a conhecem em sua plenitude.
Civilizações já foram construídas com base nela e impérios já ruíram pela sua falta. Sem a cautela o mundo que hoje conhecemos jamais existiria.
Mas afinal de contas, o que é cautela? Os significados atribuídos são simplórios: “prudência”, “precaução”, “cuidado”.
Cautela é muito mais do que isso.
Cautela não é uma mera palavra, não é um mero conceito. Cautela é uma doutrina de vida.
Cautela é olhar para os dois lados da rua em uma via de mão única.
Cautela é sair de casa com um guarda-chuva quando a possibilidade de chuva for maior que 1%.
Cautela é retirar o pen-drive sempre no modo seguro.
Cautela não é medo, cautela é segurança.
Não caiam em tentações. Não se deixem levar por caminhos mais fáceis. O que vem fácil, vai fácil. Mais vale um passo cauteloso para trás que dois passos temerários para frente.
Ouçam os antigos, a sabedoria jamais é jovial. Cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém.
E aqueles que duvidam, deixo-vos com o mais sagrado provérbio latim:
((((((((((((((( A vitoria ama a cautela))))))))))))))
Civilizações já foram construídas com base nela e impérios já ruíram pela sua falta. Sem a cautela o mundo que hoje conhecemos jamais existiria.
Mas afinal de contas, o que é cautela? Os significados atribuídos são simplórios: “prudência”, “precaução”, “cuidado”.
Cautela é muito mais do que isso.
Cautela não é uma mera palavra, não é um mero conceito. Cautela é uma doutrina de vida.
Cautela é olhar para os dois lados da rua em uma via de mão única.
Cautela é sair de casa com um guarda-chuva quando a possibilidade de chuva for maior que 1%.
Cautela é retirar o pen-drive sempre no modo seguro.
Cautela não é medo, cautela é segurança.
Não caiam em tentações. Não se deixem levar por caminhos mais fáceis. O que vem fácil, vai fácil. Mais vale um passo cauteloso para trás que dois passos temerários para frente.
Ouçam os antigos, a sabedoria jamais é jovial. Cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém.
E aqueles que duvidam, deixo-vos com o mais sagrado provérbio latim:
((((((((((((((( A vitoria ama a cautela))))))))))))))
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Sobre o Jejum
Tem-se como costume no tempo de Quaresma,
pregar o jejum e é comum encontrarmos pessoas comunicando a inibição de consumo
de bebidas, carnes, cigarro, corte de barba, como ato de penitência.
A
verdadeira penitência se dá quando revertida ao próximo, pois se minha
penitência só propicia vantagem própria o único beneficiado serei eu mesmo, com
relativa economia no consumo de bens, pelos quais sou obcecado ou até mesmo
viciado.
Então se
nos propormos a jejuar, penitenciar com abstenção de algo, devemos reverter
este não gasto para beneficio de nosso próximo.
Isto já era
proposto no Antigo Testamento pelo Profeta Isaías em 58, 3-11, onde consta:
1. …....
2. …....
3. De que serve jejuar, se com isso não vos importais? E
mortificar-nos, se nisso não prestais atenção? É que no dia de vosso jejum, só
cuidais de vossos negócios, e oprimis todos os vossos operários.
4. Passais vosso jejum em disputas e altercações, ferindo
com o punho o pobre. Não é jejuando assim que fareis chegar lá em cima vossa
voz.
5. O jejum que me agrada porventura consiste em o homem
mortificar-se por um dia? Curvar a cabeça como um junco, deitar sobre o saco e
a cinza? Podeis chamar isso um jejum, um dia agradável ao Senhor?
6. Sabeis qual é o jejum que eu aprecio? - diz o Senhor
Deus: É romper as cadeias injustas, desatar as cordas do jugo, mandar embora
livres os oprimidos, e quebrar toda espécie de jugo.
7. É repartir seu alimento com o esfaimado, dar abrigo aos
infelizes sem asilo, vestir os maltrapilhos, em lugar de desviar-se de seu
semelhante.
8. Então tua luz surgirá como a aurora, e tuas feridas não
tardarão a cicatrizar-se; tua justiça caminhará diante de ti, e a glória do
Senhor seguirá na tua retaguarda.
9. Então às tuas invocações, o Senhor responderá, e a teus
gritos dirá: Eis-me aqui! Se expulsares de tua casa toda a opressão, os gestos
malévolos e as más conversações;
10. se deres do teu pão ao faminto, se alimentares os pobres,
tua luz levantar-se-á na escuridão, e tua noite resplandecerá como o dia pleno.
11. O Senhor te guiará constantemente, alimentar-te-á no
árido deserto, renovará teu vigor. Serás como um jardim bem irrigado, como uma
fonte de águas inesgotáveis.
12. Reerguerás as ruínas antigas, reedificarás sobre os
alicerces seculares; chamar-te-ão o reparador de brechas, o restaurador das
moradias em ruínas.
Agora, o seu jejum, a sua "penitência" é para o que mesmo?
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
QUARESMA
A quaresma é o tempo litúrgico de conversão, que a Igreja marca para nos preparar para a grande festa da Páscoa. É tempo para nos arrepender dos nossos pecados e de mudar algo de nós para sermos melhores e poder viver mais próximos de Cristo, fazendo um esforço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que devemos viver como filhos de Deus.
Na Quaresma, Cristo nos convida a mudar de vida. A Igreja nos convida a viver a Quaresma como um caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. Nos convida a viver uma série de atitudes cristãs que nos ajudam a parecer mais com Jesus Cristo, já que por ação do pecado, nos afastamos mais de Deus.
Por isso, a Quaresma é o tempo do perdão e da reconciliação fraterna. Cada dia, durante a vida, devemos retirar de nossos corações o ódio, o rancor, a inveja, os zelos que se opõem a nosso amor a Deus e aos irmãos. Na Quaresma, aprendemos a conhecer e apreciar a Cruz de Jesus. Com isto aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a glória da ressurreição.
Se, na realidade, almejamos uma vida de pureza espiritual, uma vida de poder, uma vida de utilidade, uma vida de limpeza interior, cada um de nós deve procurar um lugar solitário durante a Quaresma, e fazer um exame de sua vida diante de Deus, à luz destas perguntas. Uma vez removido o obstáculo, o Espírito Santo que em nós já habita, tomará conta de nossa vida e nos utilizará para a glória de Cristo.
Faça uma oração ao Pai, acalme sua mente, e só então responda ao questionário, sem tentar subterfúgios, sem enganar a si mesmo. Deixando a rebeldia de lado, nos tornando filhos obedientes de Deus, imensas bençãos nos estão reservadas.
Independente de nossa religião, para que elevemos o nível de nossa convivência social, onde o respeito mútuo exista de forma perene e pensemos no próximo como nosso irmão, tratando-o como gostaríamos de ser tratado, se conseguimos parte do que se apresenta abaixo, já estamos no caminho para a melhoria da convivência social
REVISÃO DE VIDA
Este questionário exige a mais profunda sinceridade íntima, para podermos fazer a nossa Revisão de Vida nesta QUARESMA
Assim, responda à você mesmo:
- Já perdoei a todos? Há qualquer malícia, despeito, ciúme, ódio ou inimizade em meu coração? Será que alimento rixa contra alguém e que me recuso a fazer reconciliações?
- Será que eu me zango com frequência? Há alguma revolta dentro de mim? Será verdade que costumo perder a calma? Será que o ódio me domina com suas garras, uma vez ou outra?
- Há, dentro de mim, algum sentimento de ciúme? Quando outro recebe preferência, isso porventura me aborrece e me provoca inveja? Tenho ciúme daqueles que oram, falam e fazem as coisas melhores que eu? Mantenho ciúmes infantis de familiares?
- Será que me impaciento ou me irrito? As coisas sem importância me incomodam e amolam? Ou será que me mantenho calmo , dócil, cortês sob quaisquer circunstâncias?
- Fico ofendido com facilidade? quando alguém deixa de notar a minha presença num acontecimento público, ou passa por mim sem falar, isso me magoa? Se os outros são considerados e eu negligenciado, como é que me sinto nessa situação? Fico mortificado se alguém não dá valor a um trabalho meu? ou tenho humildade para procurar quem está certo?
- Existe algum orgulho em meu coração? Faço juízo muito favorável a meu respeito? Será que penso muito em minha posição e em meus feitos?
- Será que tenho sido desonesto? Minhas transações estão acima de qualquer crítica? Será que meu metro tem cem centímetros e meu quilo mil gramas?
- Tenho falado mal dos outros? Tenho caluniado o caráter alheio? Será que sou intrigante e falador?
- Critico sem consideração, com grosseria e severidade? Vivo procurando as falhas e defeitos alheios?
- Estou roubando a Deus? Estou usando para outro fim o tempo que pertence a Ele? Estou com dinheiro que Lhe pertence?
- Tenho furtado? Aposso-me de objetos, ainda que de pequeno valor, que não me pertencem?
- Será que me apropriei de alguma coisa e não fiz restituição? Ou será que o espírito de Zaqueu se apossou de mim? Mantenho comigo, indiferente, coisas que emprestei e nunca me animo a devolver?
- Sou mundano? Gosto do brilho, da pompa, da exibição?
- Abrigo o espírito de amargura contra alguém? Existe ódio em meu coração? Não esqueço e guardo mágoa quando me criticam?
- Estou vivendo com leviandade e frivolidade? Minha conduta está sendo equívoca? Será que pelos meus atos o mundo me considera como sendo dele? Me faço de desentendido quando quero falar mal dos outros, quando quero fazer intrigas?
- Estou sempre contrariado ou ansioso? Não consigo confiar em Deus quanto às minhas necessidades temporais e espirituais? Será que estou antecipando dificuldades antes que elas surjam?
- Tenho pensamentos lascívos? Permito que minha mente imagine coisas impuras e condenáveis?
- Costumo falar sempre a verdade em minhas afirmações, ou tenho o hábito de exagerar, dando impressões falsas? Falo mentiras? Faço uso do nome de outros para reforçar intrigas?
- Sou culpado do pecado da incredulidade? A despeito de tudo o que Deus fez por mim, ainda persisto em não crer nas promessas de Sua Palavra; continuo maledizendo? continuo espalhando desentendimentos, mágoas e perturbações com meus comentários e meu hábito de só ver os defeitos alheios? apesar de conhecer os Mandamentos divinos, continuo julgando severamente meus irmãos, considerando-me o eterno e infalível dona da verdade?
- Tenho cometido o pecado de não orar como deveria? Sou intercessor? Oro? Quanto tempo gasto de joelhos? Será que eliminei a oração de minha vida? Será que me apresento em oração com o coração repleto de sentimentos negativos? Será que continuo orando, mantendo os vícios da mágoa, da intriga, do ódio, da maledicência, do julgamento?
- Estou negligenciado a Palavra de Deus? Quantos capítulos leio diariamente? Estudo a Bíblia? Ou recorro às Escrituras só quando preciso de ajuda?
- Tenho deixado de me confessar a Cristo? Fico calado quando me cercam pessoas mundanas? Estou dando testemunho de Deus todos os dias?
- Estou preocupado e ansioso com a salvação das almas? Tenho amor pelos perdidos? Há em meu coração compaixão por aqueles que estão perecendo?
- Há quanto tempo não visito uma pessoa necessitada?
- Falo com amor às pessoas? Ou sou áspero e desagradável?
- Estou fazendo caridade esquecendo de atender primeiramente meus familiares? Respeito meus familiares, sendo amoroso e condescendente com suas vontades? Acompanho-os em passeios que são de seu agrado? Ou à pretexto de descansar, não saio de casa e os privo de suas alegrias? Desnecessariamente, reclamo das despesas domésticas, fazendo disso um hábito censurável?
- Que nota eu me daria ao tratamento que dou ao meu cônjuge? Costumeiramente dirijo-me ao meu cônjuge com amor, carinho e respeito? Estou absolutamente convencido que dou ao cônjuge tudo o que o alegra? Ou será que sou um ditador doméstico que no profundo recôndito de minha mente escondo até de mim mesmo que sou profundamente egoísta?
- Quanto tempo por semana me dedico a conversar com meus filhos? Que tenho ensinado a eles? Tenho dado bons exemplos a eles? O que digo reflete o que verdadeiramente sou? Com que constância digo que os amo? Abençoo-os? Critico-os amorosamente, ou com palavras duras e negativas? há quanto tempo não os afago fisicamente? Meus filhos apresentam dificuldades de comportamento que decorrem de minha forma equivocada de educá-los? Luto para vencer barreiras existentes entre nós? ou me convém acreditar que os eduquei à perfeição? Que tenho feito para curar eventuais traumas que provoquei em meus filhos?
- Que atenção tenho dado à Natureza? Como trato os animais e as plantas? Sou engajado em algum movimento de proteção ao meio-ambiente? ou convenientemente me justifico dizendo que meu trabalho não faria diferença? Dou bons exemplos aos meus filhos, nesse quesito?
- Tenho atos contemplativos junto à Natureza?
- Tenho ampliado meus conhecimento, fazendo cursos e/ou novos estudos proveitosos?
- Exerço honesta e competentemente a minha profissão?
- Que atenção tenho dado aos meus pais? Faço-os sentir o meu amor? Luto para vencer barreiras existentes entre nós? Respeito com carinho e paciência os limites que a vida lhes impõe? Sou paciente e prestativo com eles?
- Dou às pessoas humildes e subalternos o mesmo tratamento que dou às pessoas de grande projeção e aos meus superiores?
- Como tem sido minha alimentação? Tenho me alimentando moderadamente ou tenho permitido excessos injustificáveis?
- Tenho o hábito de ingerir bebida alcoólica? Fumo? Uso drogas?
- Que tenho feito em favor do meu próximo?
- Quando me dirijo às pessoas, sou educado, amoroso, cortês? Costumo ser sempre uma presença delicada e edificante? Critico as pessoas com doçura ou com impiedade?
- Minhas leituras têm sido edificantes?
- Faço parte de alguma obra assistencial?
- Findo este questionário, quais os meus propósitos para esta Quaresma, com a ajuda do Cristo, o Jesus Filho de Deus?
Que ao final desta Quaresma, sejamos um "vaso novo", para honra e glória de Deus.
Amém.
Adaptado de vários textos
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
A Mulher e o Banheiro
O grande segredo de todas as mulheres com relação aos banheiros é que quando pequenas, quem as levava ao banheiro era sua mãe. Ela ensinava a limpar o assento com papel higiênico e cuidadosamente colocava tiras de papel no perímetro do vaso e instruía: "Nunca, nunca sente em um banheiro público".
E, em seguida, mostrava "a posição", que consiste em se equilibrar sobre o vaso numa posição de sentar sem que, no entanto, o corpo não entre em contato com o vaso.
"A Posição" é uma das primeiras lições de vida de uma menina, super importante e necessária, e irá nos acompanhar por toda a vida. No entanto, ainda hoje, em nossa vida adulta, "a posição" é dolorosamente difícil de manter quando a bexiga está estourando.
Quando você TEM que ir ao banheiro público, você encontra uma fila de mulheres, que faz você pensar que o Brad Pitt deve estar lá dentro. Você se resigna e espera, sorrindo para as outras mulheres que também estão com braços e pernas cruzados na posição oficial de "estou me mijando".
Finalmente chega a sua vez, isso, se não entrar a típica mamãe com a menina que não pode mais se segurar. Você, então verifica cada cubículo por baixo da porta para ver se há pernas. Todos estão ocupados. É sempre assim.
Finalmente, um se abre e você se lança em sua direção quase puxando a pessoa que está saindo. Você entra e percebe que o trinco não funciona. Ele nunca funciona. Você então pendura a bolsa no gancho que há na porta e se não há gancho (quase nunca há gancho), você inspeciona a área.
O chão está cheio de líquidos não identificados e você não se atreve a deixar a bolsa ali, então a pendura no pescoço enquanto observa como ela balança sob o teu corpo, sem contar que é quase decapitada pela alça porque a bolsa está cheia de bugigangas que você foi enfiando lá dentro, a maioria das quais não usa, mas que guarda porque nunca se sabe.
Mas, voltando à porta... Como não tinha trinco, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto, com a outra, abaixa a calcinha com um puxão e se coloca "na posição".
* Alívio... AAhhhhhh... Finalmente! *
Nessa hora os músculos começam a tremer. Você está suspensa no ar, com as pernas flexionadas e a calcinha cortando a circulação das pernas, o braço fazendo força contra a porta e uma bolsa de 5 kg pendurada no pescoço.
Você adoraria sentar, mas não teve tempo de limpar o assento nem de cobrir o vaso com papel higiênico. No fundo, você acredita que nada vai acontecer, mas a voz de tua mãe ecoa na tua cabeça "jamais sente em um banheiro público!" e, assim, você mantém "a posição" com o tremor nas pernas.
E, por um erro de cálculo na distância, um jato finíssimo salpica na tua própria bunda e molha até tuas meias! Por sorte, não molha os sapatos. Adotar "a posição" requer grande concentração. Para tirar essa desgraça da cabeça, você procura o rolo de papel higiênico, maaassss, puuuuta que o pariuuuu! O rolo está vazio. Isso sempre acontece.
Então você pede aos céus para que, nos 5kg de bugigangas que você carrega na bolsa, haja pelo menos um miserável lenço de papel. Mas, para procurar na bolsa, você tem que soltar a porta. Você pensa por um momento, mas não há opção.
E, assim que você solta a porta, alguém a empurra e você tem que freiá-la com um movimento rápido e brusco enquanto grita OCUPAAADOOOO!
Aí, você considera que todas as mulheres esperando lá fora ouviram o recado e você pode soltar a porta sem medo, pois ninguém tentará abri-la novamente (nisso, nós mulheres nos respeitamos muito) e você pode procurar teu lenço sem angústia.
Você gostaria de usar todos, mas quão valiosos são em casos similares e você guarda um, por via das dúvidas. Você então começa a contar os segundos que faltam para você sair dali, suando porque você está vestindo o casaco já que não há gancho na porta ou cabide para pendurá-lo.
É incrível o calor que faz nestes lugares tão pequenos e nessa posição de força que parece que as coxas e panturrilhas vão explodir. Sem falar da porrada que você levou da porta, a dor na nuca pela alça da bolsa, o suor que corre da testa, as pernas salpicadas.
A lembrança de tua mãe, que estaria morrendo de vergonha se te visse assim, porque sua bunda nunca tocou o vaso de um banheiro público, porque, francamente, "você não sabe que doenças você pode pegar ali". Nessa hora você está exausta.
Ao ficar de pé você não sente mais as pernas. Você acomoda a roupa rapidíssimo e tira a alça da bolsa por cima da cabeça! Então, vai a pia lavar as mãos. Está tudo cheio de água, então você não pode soltar a bolsa nem por um segundo. Você a pendura em um ombro, e não sabendo como funciona a torneira automática, você a toca até que consegue fazer sair um filete de água fresca e estende a mão em busca de sabão.
Você se lava na posição de corcunda de notre dame para não deixar a bolsa escorregar para baixo do filete de água. O secador? Você nem usa. É um traste inútil, então você seca as mãos na roupa porque nem pensar usar o último lenço de papel que sobrou na bolsa para isso.
Finalmente você sai do inferno. Sorte se um pedaço de papel higiênico não tiver grudado no sapato e você sair arrastando-o, ou pior, a saia levantada, presa na meia-calça, que você teve que levantar à velocidade da luz, e te deixou com a bunda à mostra! Nesse momento, você vê o teu carinha que entrou e saiu do banheiro masculino e ainda teve tempo de sobra para ler um livro enquanto esperava por você.
"Por que você demorou tanto?" — pergunta o idiota.
Você se limita a responder: "A fila estava enorme"
E esta é a razão porque as mulheres vão ao banheiro em grupo. Por solidariedade, já que uma segura a tua bolsa e o casaco, a outra segura a porta e assim fica muito mais simples e rápido já que você só tem que se concentrar em manter "a posição" e a dignidade.
Obrigada a todas as amigas que já me acompanharam ao banheiro.
E, em seguida, mostrava "a posição", que consiste em se equilibrar sobre o vaso numa posição de sentar sem que, no entanto, o corpo não entre em contato com o vaso.
"A Posição" é uma das primeiras lições de vida de uma menina, super importante e necessária, e irá nos acompanhar por toda a vida. No entanto, ainda hoje, em nossa vida adulta, "a posição" é dolorosamente difícil de manter quando a bexiga está estourando.
Quando você TEM que ir ao banheiro público, você encontra uma fila de mulheres, que faz você pensar que o Brad Pitt deve estar lá dentro. Você se resigna e espera, sorrindo para as outras mulheres que também estão com braços e pernas cruzados na posição oficial de "estou me mijando".
Finalmente chega a sua vez, isso, se não entrar a típica mamãe com a menina que não pode mais se segurar. Você, então verifica cada cubículo por baixo da porta para ver se há pernas. Todos estão ocupados. É sempre assim.
Finalmente, um se abre e você se lança em sua direção quase puxando a pessoa que está saindo. Você entra e percebe que o trinco não funciona. Ele nunca funciona. Você então pendura a bolsa no gancho que há na porta e se não há gancho (quase nunca há gancho), você inspeciona a área.
O chão está cheio de líquidos não identificados e você não se atreve a deixar a bolsa ali, então a pendura no pescoço enquanto observa como ela balança sob o teu corpo, sem contar que é quase decapitada pela alça porque a bolsa está cheia de bugigangas que você foi enfiando lá dentro, a maioria das quais não usa, mas que guarda porque nunca se sabe.
Mas, voltando à porta... Como não tinha trinco, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto, com a outra, abaixa a calcinha com um puxão e se coloca "na posição".
* Alívio... AAhhhhhh... Finalmente! *
Nessa hora os músculos começam a tremer. Você está suspensa no ar, com as pernas flexionadas e a calcinha cortando a circulação das pernas, o braço fazendo força contra a porta e uma bolsa de 5 kg pendurada no pescoço.
Você adoraria sentar, mas não teve tempo de limpar o assento nem de cobrir o vaso com papel higiênico. No fundo, você acredita que nada vai acontecer, mas a voz de tua mãe ecoa na tua cabeça "jamais sente em um banheiro público!" e, assim, você mantém "a posição" com o tremor nas pernas.
E, por um erro de cálculo na distância, um jato finíssimo salpica na tua própria bunda e molha até tuas meias! Por sorte, não molha os sapatos. Adotar "a posição" requer grande concentração. Para tirar essa desgraça da cabeça, você procura o rolo de papel higiênico, maaassss, puuuuta que o pariuuuu! O rolo está vazio. Isso sempre acontece.
Então você pede aos céus para que, nos 5kg de bugigangas que você carrega na bolsa, haja pelo menos um miserável lenço de papel. Mas, para procurar na bolsa, você tem que soltar a porta. Você pensa por um momento, mas não há opção.
E, assim que você solta a porta, alguém a empurra e você tem que freiá-la com um movimento rápido e brusco enquanto grita OCUPAAADOOOO!
Aí, você considera que todas as mulheres esperando lá fora ouviram o recado e você pode soltar a porta sem medo, pois ninguém tentará abri-la novamente (nisso, nós mulheres nos respeitamos muito) e você pode procurar teu lenço sem angústia.
Você gostaria de usar todos, mas quão valiosos são em casos similares e você guarda um, por via das dúvidas. Você então começa a contar os segundos que faltam para você sair dali, suando porque você está vestindo o casaco já que não há gancho na porta ou cabide para pendurá-lo.
É incrível o calor que faz nestes lugares tão pequenos e nessa posição de força que parece que as coxas e panturrilhas vão explodir. Sem falar da porrada que você levou da porta, a dor na nuca pela alça da bolsa, o suor que corre da testa, as pernas salpicadas.
A lembrança de tua mãe, que estaria morrendo de vergonha se te visse assim, porque sua bunda nunca tocou o vaso de um banheiro público, porque, francamente, "você não sabe que doenças você pode pegar ali". Nessa hora você está exausta.
Ao ficar de pé você não sente mais as pernas. Você acomoda a roupa rapidíssimo e tira a alça da bolsa por cima da cabeça! Então, vai a pia lavar as mãos. Está tudo cheio de água, então você não pode soltar a bolsa nem por um segundo. Você a pendura em um ombro, e não sabendo como funciona a torneira automática, você a toca até que consegue fazer sair um filete de água fresca e estende a mão em busca de sabão.
Você se lava na posição de corcunda de notre dame para não deixar a bolsa escorregar para baixo do filete de água. O secador? Você nem usa. É um traste inútil, então você seca as mãos na roupa porque nem pensar usar o último lenço de papel que sobrou na bolsa para isso.
Finalmente você sai do inferno. Sorte se um pedaço de papel higiênico não tiver grudado no sapato e você sair arrastando-o, ou pior, a saia levantada, presa na meia-calça, que você teve que levantar à velocidade da luz, e te deixou com a bunda à mostra! Nesse momento, você vê o teu carinha que entrou e saiu do banheiro masculino e ainda teve tempo de sobra para ler um livro enquanto esperava por você.
"Por que você demorou tanto?" — pergunta o idiota.
Você se limita a responder: "A fila estava enorme"
E esta é a razão porque as mulheres vão ao banheiro em grupo. Por solidariedade, já que uma segura a tua bolsa e o casaco, a outra segura a porta e assim fica muito mais simples e rápido já que você só tem que se concentrar em manter "a posição" e a dignidade.
Obrigada a todas as amigas que já me acompanharam ao banheiro!!!! =D
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