terça-feira, 18 de setembro de 2012

Poço das escolhas


É uma compulsão horrível a de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir antes que cresça. Com requintes, com sofreguidão, com textos que me vêm prontos e faces que se sobrepõem às outras. Para que não me firam, minto. E tomo a providência cuidadosa de eu mesma me ferir, sem prestar atenção se estou ferindo o outro também. Não queria fazer mal a você. Não queria que você chorasse. Não queria cobrar absolutamente nada. Por que o Zen de repente escapa e se transforma em Sem? Sem que se consiga controlar.

Não se concentre tanto nas minhas variações de humor, apenas insista em mim. Se eu calar, me encha de palavras, me faça querer dizer outra e outra vez sobre você, sobre nós, e todo esse encanto. Se eu chorar, não me faça muitas perguntas, não precisa nem secar minhas lágrimas. Só me diz que você continuará comigo pra quase tudo, que tenho teu colo e teu carinho. E ainda que te doa me ver assim, me envolva nos teus braços e diga que eu posso chorar, mas que você não sairá dali enquanto eu não sorrir. Porque é isso que nos importa, não é? O sorriso um do outro... Sempre!

Não ofereço perigo algum: sou quieta como folha de outono esquecida entre as páginas de um livro, sou definida e clara como o jarro com a bacia de ágata no canto do quarto - se tomada com cuidado, verto água limpa sobre as mãos para que se possa refrescar o rosto mas, se tocada por dedos bruscos, num segundo me estilhaço em cacos, me esfarelo em poeira dourada.

Me explica, que às vezes tenho medo. Deixo de ter, como agora, quando o vento cessa e o sol volta a bater nos verdes. Mesmo sem compreender, quero continuar aqui onde está constantemente amanhecendo.

Me ajuda que hoje eu tenho certeza absoluta que já fui Pessoa ou VirginiaWoolf em outras vidas, e filósofa em tupi-guarani, enganada pelos búzios, pelascartas, pelos astros, pelas fadas. Me puxa para fora deste túnel, me mostra o caminho para baixo da quaresmeira em flor que eu quero encontrar em seu troncoo lótus de mil pétalas do topo da minha cabeça tonta para sair de mim e respirar aliviada e por um instante ter a certeza que nao sou mais sua, que hoje não me suporto nem me perdôo de ser como sou sem solução, alias gosto de não ter manual de instruções.

A vida é agora, aprende!  Não se é pecado mentir quando se busca a felicidade, quando se quer descobrir, quando se deseja... Você esta apostando em você, se permitindo, abusando dos seus desejos, se completando. A mentira dói, quando ela tira proveito, engana, se aproveita da inocência.

As vezes para alcançar a nossa felicidade temos que pegar atalhos, como forma de proteção de quem amamos, mas que não nos completa. Que nos da segurança, mas não a felicidade que precisamos e sonhamos antes de dormir... Este atalho ao "pote" de ouro, alguns chamam de mentira, traição.... Eu chamo em alguns casos como " se dar uma chance"!

Pare de dar nome as coisas, e comece a dar nomes aos seus sentimentos e desejos de verdade.Minta se preciso for.. Arrisque se o coração pedir... Ame intensamente sempre que preciso.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Por onde andei?

Desculpe,
Estou um pouco atrasada
 Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei
Errada e eu entendo

As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias
Até pra uma criança

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava

Amor eu sinto a sua falta
E a falta, é a morte da esperança
Como um dia que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança

Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei?
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me falta.....

Meus ídolos...